quarta-feira, 28 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
CT de tênis que formou 10 líderes do ranking tem até 'musculação ocular'
Bollettieri Tennis Academy, maior complexo esportivo dos Estados Unidos, investe em tecnologia para continuar formando campeões
Por SporTV.com
Bradenton, EUA
Andre Agassi, Maria Sharapova, Monica Seles, Jim Courier, Marcelo Rios, Boris Becker, Serena e Venus Williams, Martina Hingis e Jelena Jankovic. Esses dez nomes do tênis têm muito mais em comum do que terem sido, um dia, número 1 do ranking. Todos foram moldados pelo mesmo Centro de Treinamento, a Bollettieri Tennis Academy, o maior complexo de formação de atletas dos Estados Unidos.
O lugar, fundado em 1978, cresceu bastante. Atualmente, abrange outros esportes, como basquete, beisebol e até futebol. Mas é o tênis ainda o carro-chefe da academia idealizada por Nick Bollettieri.
Para manter os resultados alcançados e continuar produzindo campeões, a engrenagem da "fábrica" conta com aparatos científicos para aprimorar o condicionamento físico, mental e até visual. Tudo isso em uma área de dois milhões de metros quadrados na pequena Bradenton, cidade de 55 mil habitantes localizada na Flórida.
Talvez a habilidade menos enfatizada em um atleta comum, na Bollettieri Tennis Academy a capacidade visual é treinada toda semana. E, segundo os especialistas, tem um papel fundamental no sucesso de um esportista.
- A verdade é que os olhos guiam o corpo. Temos um programa que é como o levantamento de peso para os olhos. Temos seis músculos nos olhos, e toda vez que estressamos esses músculos eles ficam mais velozes e fortes - explicou o instrutor David da Silva, em entrevista ao "SporTV News".
Serena e Venus Williams: duas das campeãs moldadas por Nick Bollettieri (Foto: Getty Images)Os treinos para os olhos vão desde encontrar uma sequência de letras ou números em uma roda a trabalhar a visão periférica apertando nas luzes indicadas.
- Cerca de 90% das decisões que fazemos no mundo exterior são basicamente elaboradas pelos olhos. Quanto mais rápido eles se comunicarem com o cérebro, mais rápido o cérebro envia a mensagem para o músculo, e mais efetivas as decisões são nas reações. Isso ajuda qualquer atleta de qualquer esporte na confiança, no equilíbrio e a tomar decisões efetivas. Sabemos que os de elite tomam essas decisões muito, muito rápido, e é isso que esse programa pode fazer - completou.
Há também, é claro, treinos de musculação específicos. Preparadores físicos não deixam o ritmo cair e incentivam os alunos o tempo todo. A mente dos jovens também recebe atenção especial.
Marcelo Rios era o jogador mais talentoso com quem já trabalhei em 57 anos. Mas a atitude dele frente ao esporte, frente à vida, provavelmente encurtou isso"Nick BollettieriLá, os alunos aprendem que o caminho para o sucesso passa primeiro pelo cérebro. Eles treinam exercícios simples que podem aumentar a confiança e melhorar resultados. Bollettieri se lembra, por exemplo, de um jogador específico que não conseguiu se manter no topo por muito tempo devido à mente.
- Marcelo Rios foi o jogador mais talentoso com quem já trabalhei em 57 anos. Mas a atitude dele frente ao esporte, frente à vida, provavelmente encurtou isso. Ele foi número um por uma semana. E ele trabalhava duro! Mas não sabia as outras coisas, é preciso mais que uma coisa para ser o melhor - declarou o treinador.
Mas quando a cabeça vai bem e o corpo grita por repousou ou recuperação, o complexo tem um moderno centro para tratar suas joias. Destaca-se a câmara hiperbárica, que aumenta o nível de oxigênio no corpo e acelera o tratamento.
Federer fica "canhoto" em programa inovador
O maior complexo esportivo dos Estados Unidos também usa a tecnologia para aprimorar resultados e corrigir simples movimentos dos atletas que podem fazer a diferença no esporte de alto nível, onde todo o detalhe conta muito.
É o caso do "dart fish". Com esse aparato, o treinador pode filmar, por exemplo, o saque de seu aluno e depois compará-lo com o de jogadores consagrados. O programa permite, por exemplo, transformar Roger Federer em um jogador canhoto para facilitar a comparação.
Quem já formou dez líderes do ranking mundial de tênis sabe que, para alcançar o sucesso, é preciso usar estes e outros recursos. Mas para Nick Bollettieri, o mais importante é a lição que se aprende em casa.
- Em toda a minha vida, meu pai sempre me deu coragem para tentar coisas, mas me disse: "Filho, você vai ser responsável pelas consequências, mas tente". Ele sempre me deu confiança para tentar novas coisas. E isso é que os pais devem fazer: apoiar os filhos, dizer que os amam. Não peçam para pontuar, não julguem seu filho pela pontuação. Primeiro diga que o ama, que goste de esporte. Depois, peça para eles vencerem e, se não forem bem, aí você soca o nariz deles. Mas primeiro diga que os ama.
Bollettieri Tennis Academy, maior complexo esportivo dos Estados Unidos, investe em tecnologia para continuar formando campeões
Por SporTV.com
Bradenton, EUA
Andre Agassi, Maria Sharapova, Monica Seles, Jim Courier, Marcelo Rios, Boris Becker, Serena e Venus Williams, Martina Hingis e Jelena Jankovic. Esses dez nomes do tênis têm muito mais em comum do que terem sido, um dia, número 1 do ranking. Todos foram moldados pelo mesmo Centro de Treinamento, a Bollettieri Tennis Academy, o maior complexo de formação de atletas dos Estados Unidos.
O lugar, fundado em 1978, cresceu bastante. Atualmente, abrange outros esportes, como basquete, beisebol e até futebol. Mas é o tênis ainda o carro-chefe da academia idealizada por Nick Bollettieri.
Para manter os resultados alcançados e continuar produzindo campeões, a engrenagem da "fábrica" conta com aparatos científicos para aprimorar o condicionamento físico, mental e até visual. Tudo isso em uma área de dois milhões de metros quadrados na pequena Bradenton, cidade de 55 mil habitantes localizada na Flórida.
Talvez a habilidade menos enfatizada em um atleta comum, na Bollettieri Tennis Academy a capacidade visual é treinada toda semana. E, segundo os especialistas, tem um papel fundamental no sucesso de um esportista.
- A verdade é que os olhos guiam o corpo. Temos um programa que é como o levantamento de peso para os olhos. Temos seis músculos nos olhos, e toda vez que estressamos esses músculos eles ficam mais velozes e fortes - explicou o instrutor David da Silva, em entrevista ao "SporTV News".
Serena e Venus Williams: duas das campeãs moldadas por Nick Bollettieri (Foto: Getty Images)Os treinos para os olhos vão desde encontrar uma sequência de letras ou números em uma roda a trabalhar a visão periférica apertando nas luzes indicadas.
- Cerca de 90% das decisões que fazemos no mundo exterior são basicamente elaboradas pelos olhos. Quanto mais rápido eles se comunicarem com o cérebro, mais rápido o cérebro envia a mensagem para o músculo, e mais efetivas as decisões são nas reações. Isso ajuda qualquer atleta de qualquer esporte na confiança, no equilíbrio e a tomar decisões efetivas. Sabemos que os de elite tomam essas decisões muito, muito rápido, e é isso que esse programa pode fazer - completou.
Há também, é claro, treinos de musculação específicos. Preparadores físicos não deixam o ritmo cair e incentivam os alunos o tempo todo. A mente dos jovens também recebe atenção especial.
Marcelo Rios era o jogador mais talentoso com quem já trabalhei em 57 anos. Mas a atitude dele frente ao esporte, frente à vida, provavelmente encurtou isso"Nick BollettieriLá, os alunos aprendem que o caminho para o sucesso passa primeiro pelo cérebro. Eles treinam exercícios simples que podem aumentar a confiança e melhorar resultados. Bollettieri se lembra, por exemplo, de um jogador específico que não conseguiu se manter no topo por muito tempo devido à mente.
- Marcelo Rios foi o jogador mais talentoso com quem já trabalhei em 57 anos. Mas a atitude dele frente ao esporte, frente à vida, provavelmente encurtou isso. Ele foi número um por uma semana. E ele trabalhava duro! Mas não sabia as outras coisas, é preciso mais que uma coisa para ser o melhor - declarou o treinador.
Mas quando a cabeça vai bem e o corpo grita por repousou ou recuperação, o complexo tem um moderno centro para tratar suas joias. Destaca-se a câmara hiperbárica, que aumenta o nível de oxigênio no corpo e acelera o tratamento.
Federer fica "canhoto" em programa inovador
O maior complexo esportivo dos Estados Unidos também usa a tecnologia para aprimorar resultados e corrigir simples movimentos dos atletas que podem fazer a diferença no esporte de alto nível, onde todo o detalhe conta muito.
É o caso do "dart fish". Com esse aparato, o treinador pode filmar, por exemplo, o saque de seu aluno e depois compará-lo com o de jogadores consagrados. O programa permite, por exemplo, transformar Roger Federer em um jogador canhoto para facilitar a comparação.
Quem já formou dez líderes do ranking mundial de tênis sabe que, para alcançar o sucesso, é preciso usar estes e outros recursos. Mas para Nick Bollettieri, o mais importante é a lição que se aprende em casa.
- Em toda a minha vida, meu pai sempre me deu coragem para tentar coisas, mas me disse: "Filho, você vai ser responsável pelas consequências, mas tente". Ele sempre me deu confiança para tentar novas coisas. E isso é que os pais devem fazer: apoiar os filhos, dizer que os amam. Não peçam para pontuar, não julguem seu filho pela pontuação. Primeiro diga que o ama, que goste de esporte. Depois, peça para eles vencerem e, se não forem bem, aí você soca o nariz deles. Mas primeiro diga que os ama.
terça-feira, 13 de setembro de 2011

Em jogaço de mais de 4h, Djokovic bate Nadal e conquista o US Open
Título em Flushing Meadows é o décimo do sérvio na temporada 2011
Por Alexandre Cossenza
Direto de Nova York
Primeiro, o jogo parecia rumar para mais um capítulo do domínio de Novak Djokovic sobre Rafael Nadal. Depois, transformou-se em uma partida cheia de jogadas espetaculares de ambos e 23 mil pessoas em delírio no Estádio Arthur Ashe. No fim, após 4h09m de ralis e com os dois atletas esgotados em quadra, o número 1 do mundo triunfou mais uma vez sobre o rival e se consagrou em Flushing Meadows. Por 6/2, 6/4, 6/7(3) e 6/1, Nole conquistou o título do US Open, seu quarto em um Grand Slam.
Djokovic levanta a taça e homenageia aos bombeiros de Nova York com o boné da corporação (Getty Images)Rei agora também em Nova York, Nole detém três títulos de Grand Slam: Australian Open, Wimbledon e US Open. Sua única derrota em um dos quatro grandes torneios do circuito veio em Roland Garros, quando caiu diante de Roger Federer nas semifinais. Na incrível temporada, o atual número 1 do mundo soma 63 vitórias e só dois reveses, além de dez títulos.
O triunfo desta segunda-feira é o sexto seguido sobre o vice-líder do ranking - todos em finais. Este ano, eles se encontraram nas decisões dos Masters 1.000 de Indian Wells, Miami, Madri, e Roma, e também fizeram a final do Grand Slam britânico. A última vitória de Nadal sobre Djokovic em uma final foi justamente um ano atrás em Flushing Meadows.
O jogo começou nervoso, com os dois tenistas arriscando pouco e investindo em longas trocas. Melhor para Nadal, que usou bons slices e contou com três erros não forçados de Djokovic para chegar a uma quebra já no segundo game. O espanhol, contudo, tinha problema para encaixar o primeiro serviço e perdeu a vantagem no game seguinte. O número 1 encaixou boas devoluções, tomou o controle dos pontos e forçou erros de Nadal para devolver a quebra.
Quando salvou três break points e confirmou o saque para fazer 2/2, Djokovic mudou o tom da partida. Dali em diante, ele erraria menos e ganharia todos os pontos importantes do primeiro set. Nadal até passou a jogar mais com o primeiro saque, mas sem forçar no fundamento, por isso não incomodou o rival. Nole venceu seis games seguidos e fechou o set em 6/2.
A segunda parcial começou igual à primeira: erros de Djokovic e uma quebra a favor de Nadal no segundo game. O terceiro foi o game mais longo do jogo, com mais de 15 minutos de duração. Nole encaixou excelentes devoluções, e o número 2 do mundo lutou para salvar cinco break points, com um ponto dramático depois do outro. No sexto, entretanto, outro rali emocionante acabou com Nadal jogando um smash na rede e perdendo o serviço.
Rafael Nadal não desistiu e jogou um brilhante terceiro set para se manter vivo no jogo (Foto: Getty Images)Djokovic mais uma vez conseguiu mudar o jogo a seu favor. Ainda com devoluções excelentes, o número 1 deixou Nadal com poucas opções no saque. O espanhol passou a sacar mais fraco para não correr o risco de precisar do segundo serviço, mas não teve sucesso na estratégia. Nole quebrou de novo e abriu 4/2. Um último suspiro do número 2 veio no oitavo game, quando ganhou dois pontos com Djokovic na rede e igualou o placar em 4/4.
Mas Nadal jamais conseguiu resolver o problema de seu saque. Com três erros não forçados, cedeu outra quebra no nono game e viu Djokovic fechar a parcial em 6/4.
Mesmo diante de tantas dificuldades, o segundo cabeça de chave jamais desistiu. Saiu atrás, cedendo uma quebra no terceiro game do terceiro set, mas deu o troco em seguida. Depois, voltou a perder o serviço em um longo quinto game, mas não deixou Nole disparar na frente. usando mais paralelas de forehand (esquerda), Nadal passou desequilibrar mais o rival no fundo de quadra e recuperou a igualdade no sexto game.
Com a torcida empurrando para ver mais tênis, o espanhol chegou a um break point no oitavo game, com o oponente sacado em 3/4. Depois de 31 golpes - rali mais longo do jogo - e defesas sensacionais de Nadal, Djokovic confirmou com uma esquerda na paralela.
Com dores nas costas, Djokovic pediu atendimento médico no começo do quarto set (Foto: Reuters)Parecia ter sido a última chance do número 2 do mundo. No 11º game, o número 1 voltou a se impor nas devoluções e, com duas ótimas subidas à rede, chegou ao último break point. Com uma paralela de esquerda, conseguiu a quebra e sacou para o jogo.
Com 6/5 e 30/30, Nole esteve a dois pontos do título, mas sentiu o nervosismo. Errou uma esquerda fácil e cedeu um break point. Depois, jogou uma direita para fora e perdeu o saque. A decisão do set foi para o tie-break, e Nadal entrou cheio de moral. O número 2 abriu 4/1 e manteve a vantagem. Ao vencer um rali sensacional, fez 6/3. A torcida, que festejava sua reação, fez ainda mais barulho quando Djokovic jogou uma direita na rede e perdeu o set.
No começo do quarto set, Djokovic disse estar sentindo dores nas costas e pediu atendimento médico logo depois de confirmar o saque no primeiro game. A parada quebrou o bom momento de Nadal, que teve problemas com o saque no segundo game. Depois de salvar quatro break points, não teve como defender uma direita do rival e foi quebrado.
Os dois tenistas já mostravam sinais de extremo cansaço, e o espanhol, que passou mais tempo se defendendo, não aguentou. Mesmo com o sérvio sacando mais fraco, Nadal pouco conseguiu fazer no quarto set. Nole quebrou outra vez no sexto game, fez 5/1 e pôde sacar novamente para o título.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Em jogaço de mais de 4h, Djokovic bate Nadal e conquista o US Open
Título em Flushing Meadows é o décimo do sérvio na temporada 2011
Por Alexandre Cossenza
Direto de Nova York
Primeiro, o jogo parecia rumar para mais um capítulo do domínio de Novak Djokovic sobre Rafael Nadal. Depois, transformou-se em uma partida cheia de jogadas espetaculares de ambos e 23 mil pessoas em delírio no Estádio Arthur Ashe. No fim, após 4h09m de ralis e com os dois atletas esgotados em quadra, o número 1 do mundo triunfou mais uma vez sobre o rival e se consagrou em Flushing Meadows. Por 6/2, 6/4, 6/7(3) e 6/1, Nole conquistou o título do US Open, seu quarto em um Grand Slam.
Novak Djokovic em um dos muitos pontos espetaculares da final desta segunda-feira (Foto: Reuters)Rei agora também em Nova York, Nole detém três títulos de Grand Slam: Australian Open, Wimbledon e US Open. Sua única derrota em um dos quatro grandes torneios do circuito veio em Roland Garros, quando caiu diante de Roger Federer nas semifinais. Na incrível temporada, o atual número 1 do mundo soma 63 vitórias e só dois reveses, além de dez títulos.
O triunfo desta segunda-feira é o sexto seguido sobre o vice-líder do ranking - todos em finais. Este ano, eles se encontraram nas decisões dos Masters 1.000 de Indian Wells, Miami, Madri, e Roma, e também fizeram a final do Grand Slam britânico. A última vitória de Nadal sobre Djokovic em uma final foi justamente um ano atrás em Flushing Meadows.
O jogo começou nervoso, com os dois tenistas arriscando pouco e investindo em longas trocas. Melhor para Nadal, que usou bons slices e contou com três erros não forçados de Djokovic para chegar a uma quebra já no segundo game. O espanhol, contudo, tinha problema para encaixar o primeiro serviço e perdeu a vantagem no game seguinte. O número 1 encaixou boas devoluções, tomou o controle dos pontos e forçou erros de Nadal para devolver a quebra.
Quando salvou três break points e confirmou o saque para fazer 2/2, Djokovic mudou o tom da partida. Dali em diante, ele erraria menos e ganharia todos os pontos importantes do primeiro set. Nadal até passou a jogar mais com o primeiro saque, mas sem forçar no fundamento, por isso não incomodou o rival. Nole venceu seis games seguidos e fechou o set em 6/2.
A segunda parcial começou igual à primeira: erros de Djokovic e uma quebra a favor de Nadal no segundo game. O terceiro foi o game mais longo do jogo, com mais de 15 minutos de duração. Nole encaixou excelentes devoluções, e o número 2 do mundo lutou para salvar cinco break points, com um ponto dramático depois do outro. No sexto, entretanto, outro rali emocionante acabou com Nadal jogando um smash na rede e perdendo o serviço.
Rafael Nadal não desistiu e jogou um brilhante terceiro set para se manter vivo no jogo (Foto: Getty Images)Djokovic mais uma vez conseguiu mudar o jogo a seu favor. Ainda com devoluções excelentes, o número 1 deixou Nadal com poucas opções no saque. O espanhol passou a sacar mais fraco para não correr o risco de precisar do segundo serviço, mas não teve sucesso na estratégia. Nole quebrou de novo e abriu 4/2. Um último suspiro do número 2 veio no oitavo game, quando ganhou dois pontos com Djokovic na rede e igualou o placar em 4/4.
Mas Nadal jamais conseguiu resolver o problema de seu saque. Com três erros não forçados, cedeu outra quebra no nono game e viu Djokovic fechar a parcial em 6/4.
Mesmo diante de tantas dificuldades, o segundo cabeça de chave jamais desistiu. Saiu atrás, cedendo uma quebra no terceiro game do terceiro set, mas deu o troco em seguida. Depois, voltou a perder o serviço em um longo quinto game, mas não deixou Nole disparar na frente. usando mais paralelas de forehand (esquerda), Nadal passou desequilibrar mais o rival no fundo de quadra e recuperou a igualdade no sexto game.
Com a torcida empurrando para ver mais tênis, o espanhol chegou a um break point no oitavo game, com o oponente sacado em 3/4. Depois de 31 golpes - rali mais longo do jogo - e defesas sensacionais de Nadal, Djokovic confirmou com uma esquerda na paralela.
Foi a última chance do número 2 do mundo. No 11º game, o número 1 voltou a se impor nas devoluções e, com duas ótimas subidas à rede, chegou ao último break point. Com uma paralela de esquerda, conseguiu a quebra e sacou para o jogo.
Com 6/5 e 30/30, Nole esteve a dois pontos do título, mas sentiu o nervosismo. Errou uma esquerda fácil e cedeu um break point. Depois, jogou uma direita para fora e perdeu o saque. A decisão do set foi para o tie-break, e Nadal entrou cheio de moral. O número 2 abriu 4/1 e manteve a vantagem. Ao vencer um rali sensacional, fez 6/3. A torcida, que festejava sua reação, fez ainda mais barulho quando Djokovic jogou uma direita na rede e perdeu o set.
No começo do quarto set, Djokovic disse estar sentindo dores nas costas e pediu atendimento médico logo depois de confirmar o saque no primeiro game. A parada quebrou o bom momento de Nadal, que teve problemas com o saque no segundo game. Depois de salvar quatro break points, não teve como defender uma direita do rival e foi quebrado.
Os dois tenistas já mostravam sinais de extremo cansaço, e o espanhol, que passou mais tempo se defendendo, não aguentou. Mesmo com o sérvio sacando mais fraco, Nadal pouco conseguiu fazer no quarto set. Nole quebrou outra vez no sexto game, fez 5/1 e pôde sacar novamente para o título.
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