quinta-feira, 26 de maio de 2011

Simples assim

qua, 25/05/11
por Alexandre Cossenza |
Eu um dia sem grandes emoções na chave masculina, opto por destacar a ótima atuação de Thomaz Bellucci diante de Andreas Seppi nesta quarta-feira. O número 1 do Brasil venceu como todos gostariam de ver. Jogando bem do começo ao fim da partida, sem afobação, sem riscos desnecessários.  E, como vem fazendo com mais frequência, ultimamente, sacando de forma excepcional.
Sua atuação no serviço lhe rendeu até elogios no blog de tênis do New York Times. Geoff McDonald, que assina o texto, ressalta o que os brasileiros vêm notando desde Madri. Uma variação maior de potência, efeito e colocação, que não deixa o adversário à vontade para arriscar devoluções no segundo serviço. Vale ler todo o post, e coloco o link aqui para todo mundo ver.
Importante notar que um jornal americano teve alguém vendo a partida do tenista brasileiro em um momento em que Roland Garros tinha dois tenistas de mais nome também em quadra. Na Chatrier, quem jogava era Novak Djokovic, que parece rumar para ser o primeiro tenista da história a vencer todos os jogos em uma temporada (rs). Na Quadra 2, era Juan Martín del Potro, ex-top 10 e campeão do US Open/2009.
O que mais gostei de ver nesta quarta foi a tranquilidade do fundo de quadra. Andreas Seppi não tem peso de bola para manter longas trocas com o brasileiro, e Thomaz Bellucci, ciente disso, esperou bem os momentos para atacar. Quando foi o caso, também esperou o italiano errar. Parece básico demais elogiar isso, mas o paulista já falhou muito em jogos assim, que podiam ter sido vencidos fazendo o simples, mas fazendo bem feito.
Na chave feminina, dois jogos chamaram minha atenção – curiosamente, os dois que mencionei no post anterior. Primeiro, Wozniacki contra Wozniak, que foi mais apertado do que a número 1 gostaria e que só não teve um terceiro set por causa de uma dose providencial de catimba. A discussão com a árbitra foi o suficiente para tirar Wozniak um pouquinho só do jogo. A dinamarquesa fez cinco pontos seguidos e fechou o jogo.
O segundo deles foi o dramático Zvonareva x Lisicki. Não vi a partida inteira, mas acompanhei justamente o momento em que Lisicki teve o saque quebrado. Era seu último esforço, que acabou não sendo recompensado. Deu pena (no bom sentido) ver a alemã saindo de quadra na maca.
Na chave masculina, como previsto, nada realmente surpreendente, e continuamos sem grandes referências para avaliar Roger Federer e Novak Djokovic. O suíço pegou um adversário bem fraco, e o sérvio não teve tanto trabalho assim – e nem precisou vencer três sets, já que Hanescu desistiu.
Nesta quinta, temos Maria Sharapova (contra Caroline Garcia), Andy Murray (Simone Bolelli) e Kim Clijsters (Arantxa Rus) em ação na Chatrier. Todos devem vencer com facilidade. Na Lenglen, jogam Robin Soderling (Albert Ramos), Rafael Nadal (Pablo Andujar) e Victoria Azarenka (Pauline Parmentier). Duvido que aconteça alguma zebra desse grupo. Mais uma vez, os jogos mais emocionantes devem

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