
SEXTA-FEIRA, 3 DE JUNHO DE 2011
Grand Slam, Tênis Masculino | 20:46
Presente.
Poucas vezes o tênis teve dias tão bons como o de hoje. Os quatro melhores tenistas do mundo reunidos nas semifinais de um Grand Slam, sendo este o mais difícil deles, por conta de seu piso.
Confesso que esperava um pouco mais das partidas, ao mesmo tempo em que confesso que minhas expectativas eram altíssimas. Afinal, o tênis masculino vive um momento ímpar em termos de qualidade, tanto por conta dos que estão no topo como na profundidade da qualidade no ranking.
A primeira partida foi o conhecido confronto de dois estilos distintos. Nadal, mais do que provado nas quadras de terra, e Murray, correndo por fora no saibro, sobrevivendo por conta de seus talentos e habilidades e a ausência da pressão por um grande resultado – algo que foi bom ele aproveitar, porque em Londres o bicho pega para o seu lado.
Os detalhes da partida foram mais bem visto na telinha da ESPN. Vale destacar que, mais uma vez, Nadal vence por ter um emocional único, em um padrão nitidamente superior a todos e qualquer um de seus adversários. O resultado – 6/4 7/5 6/4 evidencia que em todas as horas da onça beber água deu Nadal. O britânico tem tênis para complicar a vida de qualquer um em qualquer quadra, mas tem suas dificuldades em se impor, com a constância exigida, sobre um adversário do calibre do espanhol.
A segunda partida foi um presente. No término, ainda em quadra, Federer disse que a vitória foi seu presente a Nadal, que completou 25 anos hoje. Isso por conta que não era nenhum segredo o fato de que o espanhol preferiria o sérvio fora de seu caminho. Mas o presente mesmo foi o de ambos – Federer e Djokovic – a todos os fãs do tênis mundo afora.
Durante os dois primeiros sets, Federer jogou tanto tênis que não deu o menor espaço para o sérvio desenvolver o jogo que o deixou invicto durante a temporada de 2011. Isso, como cansamos de ver, nos meses recente, é uma tarefa hercúlea e que poucos poderiam realizar. Quem viu esses dois primeiros sets presenciou o melhor tênis que alguém já jogou, independente do piso.
Como Djokovic tem muita qualidade e confiança para reagir, conseguiu mudar o ritmo e o rumo da partida. Não se enganem, se Federer não manteve o ritmo foi porque, primeiro, era quase impossível fazê-lo. Depois, porque Djokovic nunca foi tenista de abandonar a luta e tem também muito tênis a apresentar.
O terceiro set foi a comprovação de que Federer precisava jogar acima do que vinha jogando ou teria problemas. Novak levou a partida para o quarto e ultimo set.
Se a partida foi inesquecível, nos dois primeiros sets, por conta da apresentação do suíço em toda a sua plenitude, o quarto set foi i-nes-que-cí-vel por conta da disputa que os dois travaram. Mais uma vez, que viu, viu. Quem não viu, perdeu. Foi um set para se ver na beira da cadeira ou, como foi o caso no estúdio da ESPN, de pé, tremendo de ansiedade e prazer.
As emoções foram todas as que um fã do tênis espera ter ao acompanhar uma partida, cobrindo desde os quesitos de qualidade técnicas impares e indispensáveis, às emoções que só os grandes confrontos nos melhores cenários oferecem. No fim, prevaleceu, e por muito pouco, o tênis de Federer que, àquela altura, estava mais para as qualidades de um lutador como Nadal do que a de um purista como ele mesmo.
As vitórias abriram as portas para que, novamente, tenhamos na final um confronto entre os protagonistas da maior rivalidade das ultimas décadas. É só curtirem, no Domingo, nos canais ESPN.
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