
10/07/2011 16h51 - Atualizado em 10/07/2011 16h51
Capitão explica escalação de Soares: 'Feijão não jogou porque não quis'
João Zwetsch elogia postura de Rogerinho nos dois jogos em Montevidéu
Por Alexandre Cossenza
Direto de Montevidéu
Thomaz Bellucci jogou dois dias seguidos, e João Souza, o Feijão, seria o nome ideal para entrar em quadra neste domingo, em Montevidéu. Com a vitória sobre o Uruguai já assegurada, o jovem de 23 anos tinha a chance de estrear na Copa Davis, mas optou por não jogar. O capitão brasileiro, João Zwetsch, acabou escalando o duplista Bruno Soares para as simples. Depois da vitória do mineiro, Zwetsch explicou por que Feijão não entrou em quadra.
Feijão, no alto, à esquerda, viu a vitória de Rogerinho do banco brasileiro (Foto: Marcelo Ruschel / Poa Press)- Feijão não jogou porque ele não quis. Tanto ele quanto o Rogério estão indo amanhã para Bogotá. Tem um Challenger grande lá. Particularmente, o Feijão está em uma situação em que fazendo quartas, semi, ele entra direto no US Open. Conversei um pouco com ele ontem. Obviamente falei que se ele estivesse disposto a jogar, era a hora de ele jogar. Mas ele me citou que gostaria de tentar viajar hoje pela manhã, já que o confronto estava definido, para tentar chegar um pouco mais cedo em Bogotá e se preparar um pouquinho melhor.
Rogerinho, em situação semelhante, fez sua partida de simples neste domingo, mas Feijão rumou para o aeroporto na madrugada, às 3h30m. O paulista não conseguiu embarcar e voltou para o Carrasco Lawn Tennis Club, mas dormiu pouco e não tinha condições de entrar em quadra. Feijão acabou vendo a vitória de Rogerinho do banco de reservas brasileiro. O capitão disse ter entendido a decisão do atleta.
- Aí tem que existir o bom senso. A gente tem que entender que o jogador tem sua vida, segue sua carreira e não tem problema nenhum. Ele foi para o aeroporto às 3h30m, praticamente não dormiu, chegou no hotel às 8h. E aí não tem como botar o cara para jogar sem ter dormido à noite. É totalmente compreensível. A gente sempre tem que ter esse tipo de aceitação porque todo mundo ali é profissional e tem que seguir em frente com sua carreira.
Zwetsch também reservou muitos elogios a Rogerinho, que estava sentado a seu lado durante a entrevista coletiva deste domingo:
- Sempre citei que confiava muito tanto no Rogério quanto no Feijão. Frisei a capacidade que ele (Rogerinho) teria de estar aqui e encarar essa situação de maneira firme. Ele entrou na quadra e sobrou no primeiro jogo, que era importante para nós. Em um primeiro jogo de Copa Davis entrar e assumir a situação da maneira que ele fez foi agradável.
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