sábado, 27 de agosto de 2011


US Open
Cobertura completa do último Grand Slam da temporada.

27/08/2011 15h11 - Atualizado em 27/08/2011 15h31

Quase deserto, US Open vê atletas debandarem com medo do furacão
Sob chuva e de portas fechadas, complexo fica restrito a jornalistas e tenistas com entrevista marcada. Serena e Djokovic não aparecem
Por Alexandre Cossenza
Direto de Nova York


O vento é pouco, mas a chuva é constante e o complexo de Flushing Meadows, casa do US Open, ficou quase deserto neste sábado. Com o furacão Irene previsto para chegar a Nova York na tarde de domingo, a federação americana fechou as portas para o público, e só jornalistas e atletas tiveram acesso ao local. Mesmo assim, nomes como Novak Djokovic e Serena Williams, com entrevista marcada, não apareceram para a imprensa.


O complexo de Flushing Meadows ficou deserto neste sábado (Foto: Alexandre Cossenza)Outros atletas, que tinham esperança de treinar em alguma das concorridas quadras cobertas, não esperaram. Voltaram cedo para seus hotéis, temendo ficarem presos em Flushing Meadows. As autoridades nova-iorquinas já ordenaram a paralisação dos transportes públicos e, caso o tempo piore, as pontes que ligam o bairro de Manhattan (onde fica a maioria dos hotéis) ao do Queen's, onde é disputado o US Open, também serão fechadas.

Roger Federer, Maria Sharapova, Rafael Nadal e Andy Murray apareceram para dar entrevistas, assim como o número 1 americano, Mardy Fish. Nadal e Federer, com residência na Europa, não sabem o que esperar dos próximos dias.


Rafael Nadal durante coletiva de imprensa
em Nova York (Foto: Getty Images)- Assusta um pouco porque não sabemos com que força (o furacão Irene) vai nos atingir. Tenho família. Estamos em Nova York, que não é uma cidade comum. É diferente, com tantos prédios. Vamos acompanhar as notícias e tentar nos manter seguros - disse Federer.

Nadal, que nunca viveu algo parecido, adotou discurso semelhante ao do rival.

- Não sei o que está acontecendo. Ninguém sabe exatamente, né? Mas o complexo ficará fechado, todos os lugares em Manhattan estarão fechados. Vou ficar no hotel. Talvez ver alguns filmes. Vamos ver o que vai acontecer. Nunca passei por um furacão, é algo novo. É muito ruim para a cidade, para todo mundo.

Sharapova, que morou muito tempo no estado americano da Flórida, brincou com sua experiência em condições climáticas adversas e mostrou-se bastante tranquila

- Bem, sou uma menina da Flórida, então estou acostumada com isso. Acho que todo mundo está exagerando, mas é claro que é preciso tomar cuidado. Mas o que vai-se fazer? Só espero que nosso hotel seja bom e forte. É o que podemos fazer, certo?

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